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partir de fevereiro, STJ, tribunais regionais e juízes
terão de divulgar gastos na internet" - Correio Brasiliense
Juliana Cipriani
A tão falada caixa-preta do Judiciário brasileiro
criticada até pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva no início do primeiro mandato terá
que se render aos apelos de transparência da opinião
pública. Resolução do Conselho Nacional de
Justiça determinou que os tribunais de todo o país
terão de divulgar em seus sites o detalhamento da administração
e execução orçamentária. A publicação
da estrutura e das despesas com recursos humanos e remuneração
começa em fevereiro. Para as informações
financeiras, o CNJ concedeu um prazo maior: até 31 de março.
Todos os dados serão enviados ao CNJ para formar uma espécie
de Sistema Integrado de Administração Financeira
do Judiciário (Siafi), nos moldes do mecanismo usado pelo
governo federal.
As regras podem contribuir para melhorar a imagem do Judiciário
brasileiro. Em novembro do ano passado, a pesquisa Índice
Latino-Americano de Transparência Orçamentária,
feita em 12 países, considerou o Judiciário o poder
menos transparente da República. O Executivo foi aprovado
por 74% dos entrevistados. O Legislativo, por 11%, e o Judiciário,
por 4%.
Terão que se adaptar às regras o Superior Tribunal
de Justiça (STJ), os tribunais regionais e os juízes
federais, do trabalho, eleitorais, militares, dos estados e do
Distrito Federal. A resolução é minuciosa
quanto ao orçamento, trazendo 30 itens a serem detalhados.
Além das despesas com pessoal ativo e inativo, encargos
sociais e pensões, valores com benefícios a servidores
e empregados, o Judiciário terá que informar gastos
com sentenças judiciais transitadas em julgado. Constarão
também os subsídios pagos a integrantes do Poder.
Na parte do custeio, serão publicados dados como valores
de diárias com viagens, combustíveis e lubrificantes,
serviços e material de informática e publicidade.
Os tribunais terão que informar os valores de repasses,
despesas com investimentos, como construção e reforma
de imóveis, receitas diretamente arrecadadas com custas
e taxas judiciais e por serviços extrajudiciários.
A estrutura de cargos e salários também entrará
no link da transparência, que todos deverão colocar
nas páginas iniciais dos sites.
Matrícula
Além da remuneração, entra no ar a relação
funcional. De acordo com o relator da resolução,
o conselheiro Marcelo Neves , havia um grupo contrário
à exposição dos nomes dos funcionários,
por isso a listagem será exibida pelo número de
matrícula de cada um. Constarão todas as informações
dos gastos com aquela pessoa, mas não o nome. Depois,
se quem consultar quiser saber quem é o funcionário,
é só pedir a informação no órgão
competente onde a pessoa trabalha, afirmou. Com a publicação,
para Marcelo Neves, poderão ser explicitadas eventuais
distorções em gastos, por exemplo, com diárias
de viagem. Nesse caso, o cidadão pode acionar o Ministério
Público e a imprensa. Informações dos funcionários
comissionados e terceirizados também serão expostas.
Foram excluídos os ocupantes de cargos de confiança.
Para o conselheiro, a resolução vai ajudar no controle
dos gastos do Judiciário. De acordo com ele, inspeções
da Corregedoria Nacional de Justiça constataram distorções
nos gastos em alguns estados e que havia pouca transparência.
Segundo Neves, houve caso de tribunal com excesso de gasto no
gabinete da Presidência e falta em varas de grande relevância
social. Muitas vezes, encontramos problemas pela não
formação dos magistrados para gestão pública,
mas outros chegavam ao limite do abuso, da arbitrariedade, da
corrupção, avalia.
O conselheiro do CNJ lembrou que o responsável por tribunal
que descumprir a resolução estará sujeito
a punições que, dependendo da gravidade do caso,
podem chegar até ao afastamento da magistratura. Todas
as informações, segundo ele, serão reunidas
também no site do CNJ.
"Muitas vezes, encontramos problemas pela não formação
dos magistrados para gestão pública, mas há
casos que chegam ao limite do abuso, da arbitrariedade, da corrupção"
Marcelo Neves, conselheiro do CNJ
O número 4% - Índice de aprovação
da transparência do Judiciário, segundo pesquisa
divulgada em novembro
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Projeto:
OUVIDORES COMUNITÁRIOS O presente projeto trata do fortalecimento
de líderes comunitários através de um processo continuado
de formação e reflexão sobre suas práticas junto à
população sob sua influência, com a apropriação
de paradigmas, procedimentos e mecanismos próprios da cidadania, bem como
com a articulação de sua atuação com organismos garantidores
de direitos, num sistema que favorece tanto o protagonismo cidadão quanto
o controle social das políticas públicas.> Leia | Fique
por dentro de todos os projetos do Fórum da Cidadania.>Leia |
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X SEMANA
DA CIDADANIA - 2006 O Fórum da Cidadania de Santos, com o apoio
de múltiplas entidades da sociedade civil, promove no período de
01 a 10 de dezembro a X Semana da Cidadania, tendo como enfoque temático
principal o "Combate à Desigualdade: Poder Local e Inclusão".
O evento será desenvolvido sob diferentes formas: seminários, painéis
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atividades são gratuítas e abertas à participação
das pessoas interessadas, não havendo necessidade de inscrição
prévia. Clique aqui e veja a programação..> Leia |
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As
Eleições na Era da Informação Por Fábio
Alexandre Neitzke Os recentes escândalos políticos e o verdadeiro
clima de guerra na disputa eleitoral das eleições de 1º de
outubro .> Leia |
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